janeiro 2008

No Apito Final no Maracanã

Depois de uma longa e puxada reunião em São Paulo, voltei pra casa. A visão que tive do Maracanã, lá do alto do avião (a rota do vôo, permitiu uma excelente vista do estádio) deu para perceber que o movimento era pequeno para o jogo entre Fluminense e Duque de Caxias. Imaginei que meus substitutos, aqui no blog, não tinham tido muito trabalho. Já o Fluminense parece que precisou correr atrás para virar o jogo em 3 a 2.

E foi assim mesmo, cheguei em casa há poucos minutos e ainda peguei alguns torcedores na saída. Trânsito sem muito problema e o policiamento já retirava alguns cones de isolamento, que ficam na Av. Maracanã. Tudo tranqüilo, bem cedo. Assim dá para descansar, porque amanhã tem mais jogo no Maracanã.

Pouco Movimento

Nos arredores do Maracanã o movimento não está muito grande, ao contrário do primeiro jogo do Fluminense no Campeonato Estadual. O tempo chuvoso e o alto preço dos ingressos pode estar influenciando o torcedor a não comparecer no estádio.

Homenagem ao Ilustre Tricolor - Hall do Torcedor

Hoje, no Maracanã, foi inaugurado o Hall do Torcedor, uma iniciativa da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer, em reconhecimento ao incentivo que o público tem dado ao futebol carioca. Estão programadas diversas homenagens e a primeira foi para Armando Giesta, de 80 anos, torcedor do Fluminense e um dos criadores da Torcida Organizada Young Flu.

Secretário Eduardo Paes e o torcedor Armando na hora da homenagemA inauguração do Hall aconteceu antes do jogo entre Fluminense e Duque de Caxias. O Secretário de Turismo, Esporte e Lazer, Eduardo Paes e a Diretoria do Fluminense estiveram na cerimônia. Armando descerrou a placa, que está localizada em uma das entradas da arquibancada verde, com a presença de muitos convidados. Além da placa, o ilustre torcedor ganhou uma medalha das mãos do Secretário com o símbolo do Fluminense.

No final da cerimônia, a família de Armando se reuniu para uma foto que, com certeza, ficará na memória de todos.

A familia de Armando reunida para a foto

Por: André Dissat, fotos Celso Pupo

Plano de Jogo - Fluminense x Duque de Caxias

Vejam as informações gerais para quem vem ao Maracanã, nesta quarta-feira, para o jogo entre Fluminense e Duque de Caxias.

  • Início do jogo - 19h30
  • Jogo preliminar - 17h30 (Júnior)
  • Abertura das bilheterias - 16h
  • Abertura dos portões ao público - 17h

Preços dos Ingressos

- Arquibancada verde / amarela - 30,00 (meia entrada - 15,00)
- Arquibancada branca - 40,00 (meia entrada - 20,00)
- Cadeira Azul - R$ 20,00 (meia entrada - 10,00)
- Cadeira Especial - 120,00 (meia entrada - 60,00

Venda de ingressos no dia do jogo:

- Bilheteria Nº 5 - Maracanã (Av. Maracanã) com 12 Bilheteiros
- Bilheteria Nº 8 - Maracanã (Av. Radial Oeste) com 12 Bilheteiros
- Bilheteria Nº 9 - Maracanã (AV. Radial Oeste) com 12 Bilheteiros

Lembrete para quem vem de carro para o Maracanã: Não é mais permitido estacionar na Av. Radial Oeste. As melhores opções são as ruas transversais à rua Prof. Manuel de Abreu e UERJ. Cuidado com a orientação dos flanelinhas e observem as faixas amarelas nas esquinas (que foram recém-pintadas).

Lançada a Camisa Azul 2008 da Seleção Brasileira de Futebol

Texto e fotos: Flavia Garcia Reis

Segunda-feira, dia 21 de janeiro de 2008, 10h da manhã, muita chuva e muitos jornalistas esportivos reunidos na Villa Riso, aguardando a cerimônia de lançamento da camisa azul (o uniforme reserva) que a Seleção Brasileira de Futebol irá utilizar nos próximos jogos, inclusive na Copa do Mundo em 2010. A nova camisa homenageia a utilizada na final da Copa de 1958, quando o Brasil conquistou o seu primeiro título mundial. Por este motivo, a Nike (patrocinadora oficial da Seleção) organizou uma cerimônia de lançamento diferente. Dois craques da seleção de 58 - Djalma Santos e Zito - foram convidados para um bate-papo com jornalistas, mediado pelo colunista esportivo Sérgio Cabral.

Lançamento da Camisa Azul da Seleção Brasileira de Futebol, por Flavia Garcia Reis

Na foto acima, você pode sentir um pouco do clima descontraído da manhã de lançamento. Curiosamente, a camisa amarela, o primeiro uniforme da seleção “canarinho” havia sido lançado em novembro de 2007. O gerente de marketing da Nike informou que a diferença de dois meses foi programada, pois cada uniforme tem a sua história pra contar. Uma bela estratégia de marketing não acham?

A Camisa

A camisa, agora, apresenta números e detalhes em amarelo (antes eram brancos). A nova cor é inspirada na camisa da final da copa de 1958 quando a Seleção não havia levado seu uniforme reserva. Na ocasião, ao ter que jogar a final contra a Suécia, o Brasil teve que customizar uma camisa azul, costurando os detalhes da camisa amarela. Uma das novidades é a frase “Nascido para jogar futebol”, na parte interna da gola.

Detalhe interno da gola da camisa: “Nascido para Jogar”, Divulgação
Divulgação

O Bate-Papo

Num ambiente estilizado, com mesas de bar e petiscos, o jornalista Sérgio Cabral iniciou o papo com os jogadores Djalma Santos e Zito perguntando sobre a conquista da Copa do Mundo. O jornalista brincou dizendo ser uma pergunta original.

Djalma Santos, Sérgio Cabral e Zito, por Flavia Garcia Reis

Djalma Santos, lateral-direito que jogou apenas na final da Copa de 1958, levou sua camisa que guarda com tanto carinho. Para ele, a principal diferença entre as camisas apresentadas, além dos 50 anos, é o material. “A de 58, quando molhava pesava dois quilos, a de hoje parece ser à prova d´água”, disse todo sorridente. Já o volante Zito comentou sobre o mito de jogar com a camisa azul. “Nós percebemos que dava pra ganhar a copa. Esses pequenos detalhes não assustaram o time”, afirmou.

Os jogadores falaram ainda da convivência com o Pelé, que havia sido convocado para a Copa de 58 com apenas 17 anos de idade (uma inovação do técnico Feola), sobre o papel de agregador do técnico e sobre o esquema de jogo popularizado pelo Zagalo (4×3x3). Além disso, lembraram com emoção do dia em que voltaram ao Brasil, com a Taça na mão. “Foi mais fácil ganhar a Copa do que chegar em casa”, lembrou Djalma informando que pararam em várias cidades e em cada uma era nova festa.

O Mito da Cor Azul

Completando os rumores do mito da camisa azul, o narrador e comentarista Luiz Mendes – que hoje tem um estúdio em sua própria casa, de onde participa de todos os jogos – lembrou que a cor azul tem grande predominância nos uniformes das seleções campeãs do futebol mundial. Luiz Mendes resumiu a manhã como uma reunião de antigos e jovens jornalistas esportivos com grandes craques e recordações.

Zito, Camisa de 1958, Camisa de 2008 e Djalma Santos, por Flavia Garcia Reis

Campeonato Carioca 2008: A Importância do Estadual

Por Sérgio du Bocage

5×7s.jpgJá há alguns anos o Campeonato Carioca (nada de Estadual) não serve de parâmetro para competições mais fortes, como o Campeonato Brasileiro, por exemplo. Mas isso não significa que tenha perdido importância. É evidente que a torcida do time derrotado vai desmerecer a conquista do adversário. Mas quem não quer ser campeão do Rio? Quem não quer levar a melhor na grande rivalidade, que, sem dúvida, é a regional?

Neste fim de semana começou mais um Carioca. Será a 110ª edição, desde 1906 – tivemos dois campeonatos em alguns anos, com cisões entre os clubes e disputas especiais, mas todas reconhecidas e oficializadas. Apenas sete clubes têm o título de campeão: Fluminense (30), Flamengo (29), Vasco (22), Botafogo (18), América (7), Bangu (2) e São Cristóvão (1). A vantagem tricolor foi construída nos primórdios da competição. Se considerarmos o ano de 1923, quando o Vasco estreou e o Rio de Janeiro passou a ter quatro grandes clubes, o ranking muda um pouco: o Flamengo passa a liderar, com 25 conquistas, seguido por Vasco e Fluminense, com 22 cada, e Botafogo (15).

Quais as perspectivas para este ano? No papel, Flamengo e Fluminense vêm mais fortes que Botafogo e Vasco. Mas como a dupla Fla-Flu estará com as atenções voltadas, também, para a Libertadores, os alvinegros poderão se beneficiar. Não custa lembrar que, em clássicos, principalmente nos do Rio, o favoritismo fica do lado de fora do estádio. Portanto, torcedores, preparem-se. A emoção está de volta e o Fim de Jogo vai acompanhar tudo de pertinho, até mesmo depois do apito final.

As Novidades para o Cobertura do Campeonato Carioca

Por Cristina Dissat

O Fim de Jogo vem com novidades para 2008. Uma delas será a inclusão de videos curtos, para registrar momentos importantes da torcida antes e depois da partida. A outra é o espaço do torcedor. O jornalista Sérgio du Bocage, colaborador do blog, que abre a coluna dando um panorama do que espera do Campeonato Carioca.

Além disso, estamos com um banner oficial do Fim de Jogo no site do Gease-Fla e semanalmente você encontrará um artigo com um balanço do fim de semana. Esperamos que 2008 seja um ano muito especial e vamos trabalhar muito para ajudar você a vir ao Maracanã.

A Opinião do Torcedor

O Fim de Jogo convida os torcedores dos times cariocas a opinarem sobre o que esperam de seu time. E o Raphael Perret, colaborador do Fim de Jogo e torcedor do Flamengo inaugura o “Com a Palavra, o Torcedor”. Aguardo a opinião de vocês para ser publicada aqui no blog.

Por Raphael Perret - o Flamengo

RaphaelBruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim, Juan, Jaílton, Cristian, Ibson, Leo Medeiros, Renato Augusto e Souza. Estes jogadores entraram em campo na partida contra o Atlético-PR, em novembro de 2007, que classificou o Flamengo para a Libertadores. E provavelmente, apenas com a troca de Leo Medeiros por Toró, serão eles que formarão a equipe titular do Rubro-Negro na estréia no Estadual de 2008. A manutenção do heróico time de 2007 é um trunfo do Flamengo na luta pelo bicampeonato carioca.

A equipe ganhou reforços e não perdeu ninguém do time titular. O entrosamento será peça-chave para um bom início de ano. Não é à toa que os times começam a temporada com resultados ruins, mesmo diante de adversários mais fracos. Profissionais que só eles, os clubes desfazem equipes inteiras, contratam novos jogadores e, naturalmente, levam tempo para ajustar um time. O Flamengo, por sua vez, conseguiu um fato raríssimo, que é manter a sua base do ano anterior. O time rubro-negro, portanto, larga na frente na disputa pelo Estadual, ainda mais por realizar a maioria de seus jogos (senão todos) no Maracanã, sua genuína casa.

Então é só entregar o troféu pro Flamengo que está tudo certo? Nada disso. O time joga o campeonato carioca ao mesmo tempo em que disputa a Libertadores, e, quando necessário, vai privilegiar o torneio sul-americano. As longas viagens podem cansar os jogadores. Outro problema será a maior quantidade de equipes do Estadual, que aumentam a quantidade de jogos, em relação aos anos anteriores. E, é claro, se futebol fosse tão previsível assim, não seria o esporte mais popular do Brasil. O Flu será o rival mais perigoso, mas quem vai apostar tão seguramente que Vasco ou Botafogo perderão para o Flamengo? Ou que rivais como Madureira, América e Volta Redonda não vão dar o sangue para tirar pontos do time mais popular da cidade?

O Flamengo conseguiu manter o seu bom time de 2007 e fez poucas e precisas contratações. Será bicampeão carioca? É imprevisível. Para conquistar esse objetivo, dois fatores são fundamentais: um preparo físico arrojado, para encarar dois torneios simultâneos, e o apoio da torcida. Mas se ela repetir o que fez no ano passado, aí, meu filho, vai ser difícil segurar.

Calmaria no Maracanã

Tudo está tranqüilo por aqui, sem engarrafamento nem tumulto. Estamos encerrando a cobertura e não deixe de acessar a galeria de fotos do jogo. Com a parceira entre o Fim de Jogo e o Gease-Fla, o fotógrafo Celso Pupo passará a fazer alguns registros especiais nos jogos do Flamengo.

Torcida do Flamengo comemora logo após o primeiro gol da partida

Policiamento: Outro Ângulo

Nos arredores, realmente, o policiamento estava fraco para ficar de olho na partida entre Flamengo e Boavista. Já nas entradas das arquibancadas, pelo menos, eles estavam lá. (foto Celso Pupo).

policiamento a cavalo em frente ao acesso das arquibancadas

Trânsito Flui Bem nos Arredores do Maracanã

Com o fim do estacionamento na Av. Radial Oeste, o trânsito (pelo menos hoje) está fluindo sem problemas e não registramos engarrafamentos na Rua São Francisco Xavier e nem na Prof. Manuel de Abreu. Tomara que a nova regra realmente funcione.

Na foto, o sossego da Av. Radial Oeste. (foto Celso Pupo)

Táxi estacionado e sem movimento nas duas pistas da Av. Radial Oeste

Nova Tática

Talvez esteja havendo alguma nova tática no policiamento, mas não há carros da polícia em frente à UERJ, não avistamos na ilha em frente à universidade, nem nas esquinas das ruas São Francisco Xavier, Conselheiro Olegário como de costume.

<a href=”javascript:lynkVideoPop(320,’1161409108′);” class=”lynkvp”>Isabel 1 ano</a>

Redução ou alguma estratégia? Mas que está fazendo falta isso está. Para quem mora no bairro, a ausência de jogos também tem sido um convite a uma invasão de moradores de rua e gente “muito esquisita” por aqui. Porém, se nos jogos o policiamento não está muito presente, não sei se vai mudar muito. Talvez por isso, a invasão dos flanelinhas tenha sido tão ostentiva.

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