Fluminense e Atlético PR: Tumulto Antes do Jogo

De um lado – Bellini – todo mundo andando sem problemas, com tranquilidade, mas do outro – Rampa da UERJ – o clima esquentou, antes da partida entre Fluminense e Atlético PR (15 de novembro).

Na segunda volta que dei no entorno do Maracanã, comecei – como sempre – pelo lado da rampa da UERJ. Estava passando pelo acesso das arquibancadas quando começou um corre corre. Tentei atravessar a galera correndo para subir a rampa e tentar ver o que estava acontecendo. As pessoas também começaram a andar na direção, tentando ver o que estava acontecendo. O que estranhei é que era a Guarda Municipal que mais corria. Imaginei que seria confusão com ambulantes.

Os torcedores gritavam “covardes, covardes”, mas não deu para entender. Subi a rampa correndo e cheguei na parte lá de cima, próximo aquela estátua, onde se concentram vários torcedores. Logo depois mais policiais, cheguei a ver (é ver mesmo) uns dois disparos (parecia de bala de borracha). Foi na hora que resolvi recuar um pouco e tentando ver o que acontecia. Os torcedores irritados partiam pra cima da Guarda Muncipal. Mais policias chegaram dispersando. Novo corre corre com o policiamento a cavalo.

Vi um dos torcedores com a blusa toda cheia de sangue e uma mulher que partiu pra cima do guarda revoltada. Nessa hora, o guarda não fez nada, só ficou olhando, o que achei estranho.

O tumulto ainda demorou vários minutos e não combinava com a tranquilidade que estava até aquela hora. Não deu para descobrir o motivo da confusão. A reportagem da Rádio Globo disse que foram três feridos, sendo uma criança de 10 anos (mas não vi isso, foi o que ouvi na rádio), o que deixa mais em dúvida quanto a culpa da confusão. Mas, por que Guarda Municipal e torcedores?

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