Coletivas, Especiais, Eventos, São Januário, Vasco — 10/10/2016 at 19:27

Debate sobre Discriminação Racial no Futebol

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A semana no Vasco teve início com um debate importante. Foi divulgado na manhã de segunda-feira (10/10), na Sala de Reunião do Conselho de Beneméritos Carlos Alberto Martins Carvalho, em São Januário, o relatório de discriminação racial no futebol de 2015. A iniciativa é uma parceria entre o clube cruzmaltino e a ONG Observatório Racial, que tem como diretor Marcelo Carvalho, integrante do Fim de Jogo Beira Rio.

O presidente do Vasco, Eurico Miranda, os jogadores Thalles e Jomar e representantes do Observatório da Discriminação Racial no Futebol participam do lançamento do Relatório da Discriminação Racial no Futebol de 2015 organizado pelo Vasco e o Observatório no clube Vasco da Gama, em São Januário, nesta segunda-feira (10/10). Foto: Rudy Trindade/FramePhoto

Estiveram presentes ao evento, além do presidente Eurico Miranda, membros do Conselho Deliberativo do clube, representantes do STJD e os jogadores Jomar, Thalles e Nezinho (basquete), que relataram suas experiências.

O presidente Eurico Miranda deu início ao debate destacando a importância da discussão sobre o tema e a história do Vasco na luta contra o racismo. O mandatário cruzmaltino lembrou o episódio na década de 20 quando o clube se recusou a dispensar alguns jogadores que eram negros e pobres em troca de filiação ao AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos).

O presidente do Vasco, Eurico Miranda, os jogadores Thalles e Jomar e representantes do Observatório da Discriminação Racial no Futebol participam do lançamento do Relatório da Discriminação Racial no Futebol de 2015 organizado pelo Vasco e o Observatório no clube Vasco da Gama, em São Januário, nesta segunda-feira (10/10). Foto: Rudy Trindade/FramePhoto

Durante a apresentação, Marcelo Carvalho destacou que o objetivo é monitorar e acompanhar os casos de racismo no futebol brasileiro.  Segundo ele, o Observatório acredita no futebol como instrumento de luta contra a discriminação racial.

Marcelo explicou que a ideia do projeto é apresentar a sociedade o desfecho dos casos de racismo. Ele destacou que a divulgação dos casos acontece, mas o resultado ainda é desconhecido pela população.

Os dados do relatório apresentam 35 casos de racismo no futebol. Desses, 24 ocorreram em estádios e 11 pela internet. Oito deles chegaram ao STJD. Porém, apenas 1 foi punido. Além disso, em um deles, o punido foi o próprio jogador que denunciou o racismo, com a alegação de que ele não tinha provas. Ou seja, nenhum dos casos culminou em prisão.

Marcelo enfatizou que, apesar do futebol ser a base do relatório, discriminação dentro de outros esportes também foi observada na análise. Foram 2 casos no voleibol, 1 na ginástica e 1 no basquete.

Ele completou afirmando que essa realidade precisa mudar. E, para isso, também é necessário que o jogador seja estimulado a denunciar e que dê continuidade a ela exigindo uma punição.

Ao final, os presentes frisaram que essa luta não é apenas do Vasco da Gama, mas sim de todos os clubes. A mensagem final  foi para que todos os clubes “abracem” essa causa. (Fotos: Rudy Trindade)

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