Ilha do Urubu: Primeiras Impressões

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Sabemos bem que colocar um estádio para funcionar não é uma tarefa fácil. Assim que a experiência começa vão existir pontos positivos e negativos da escolha. Assim está sendo a fase do Flamengo que optou por fazer uma reformulação no Estádio da Portuguesa, na Ilha do Governador, para mandar os jogos do Rio para lá. O impasse em relação ao Maracanã, preços e a construção de um estádio próprio mas como planejamento para futuro levou a essa escolha.

Como sempre falamos sobre bastidores, existem mais questões que envolvem um jogo, como o trabalho das equipes internas e também os jornalistas e blogueiros que fazem a cobertura das partidas. Se por um lado você pode achar que isso não tem importância, por outro lembre que é através das notícias que os torcedores sabem o que está acontecendo.

Para facilitar a leitura, vamos em tópicos. Gostaríamos que vocês comentassem, incluíssem ou relatassem outras questões.

  • A proximidade do campo e a rede, no estilo véu de noiva, foram dois pontos que os torcedores mais gostaram. Pressão e recado para os jogadores e comissão técnica nem precisam de megafone.
  • A iluminação e o telão foram boas opções. Nada melhor do que perguntar aos fotógrafos, que observam isso bem mais detalhadamente. Já o telão, dá boa visibilidade mesmo à distância.

  • Os maiores problemas são em relação ao deslocamento para a Ilha do Governador e a falta de opções de estacionamento. O esquema montado pela CetRio não permite acesso e circulação, o que facilita por um lado e complica por outro, pois a Ilha do Governador já é um bairro com dificuldades de circulação. Estacionamento então nem se fala. Já publicamos informes relativos a opções dadas pelo aeroporto associado ao uso de transporte público, mas será que vai funcionar em dia que o jogo acaba meia-noite?
  • Na foto a seguir, uma das poucas opções e com número restrito de vagas. Aos poucos vamos tentando encontrar alternativas.

  • As bilheterias na área externa estão bem ruins em matéria de conservação. Pelo que apuramos isso não deve mudar esse ano. Não há, em princípio, planejamento para mais obras.
  • Apesar da informação que não haveria obras externas, os muros foram pintados, como vimos no jogo contra o Santos.

  • Tivemos fechamento de acesso na entrada das arquibancadas, com seguranças e policiamento pedindo ingresso para liberar a passagem. Mas apuramos que isso não aconteceu o tempo todo. É preciso definir essa ação – uma parte da polícia e outra da segurança – para que o torcedor se habitue a um processo.

  • Se o pessoal queria um motivo para entrar mais cedo, talvez acompanhar a chegada do ônibus do Flamengo, bem perto da arquibancada pode ser interessante. Torcedor adora essa proximidade. Para a imprensa foi definida uma hora máxima para estar nesse setor.

  • Para quem está no Setor Oeste foram colocadas boas opções de food trucks e observamos que foram definidos camarotes para os patrocinadores do Flamengo.

  • Pelo que vimos nas obras e no setor Oeste, as arquibancadas estão em boas condições para os torcedores. No setor oeste foram todas trocadas e existem as opções de com e sem cadeiras no setor norte. No setor sul isso acontece só para visitantes. Aproveitando, o acesso dos visitantes está bem separado e policiamento com áreas delimitadas.

  • Para a imprensa o trabalho não está sendo simples. Não há espaço suficiente para jornalistas trabalharem. As cabines são pré-definidas, para rádios e televisões, mas para internet e impresso é complicado. Pode parecer um problema menor, mas vale dividir com vocês para entenderem que nem sempre conseguimos dar conta de tudo e não por nossa culpa. Com a Tribuna cheia, não há opção de local para ficar, e é preciso sentar nas cadeiras do Setor Oeste.Com isso, não há tomada, os computadores – quando é possível usar – ficam no colo e, dependendo do momento é necessário circular. Foi o que fiz no jogo de estreia. Andei pelo setor Oeste e pedi ajuda para colocar um dos carregadores de celular em alguma tomada, porque gastei uns 4 carregadores extras.Internet, lógico que nem esperava. Apesar de ser uma ferramenta que deveria fazer parte desse universo, isso não acontece. Para minha sorte, a Operadora Claro funciona bem dentro do estádio.

    Complicação para o deslocamento também. Não há vagas suficientes de estacionamento para a imprensa (nem dentro e nem fora) e a opção da ACERJ e ARFOC, que controlam isso, é instituir as prioridades. Dessa forma, estamos fazendo grupos nos carros para conseguirmos chegar com as mochilas cheias de equipamentos, mas ai é preciso um acordo geral. Nesse jogo por exemplo da Copa do Brasil, o ideal era que nossa equipe chegasse no estádio umas três horas antes, mas temos que nos adaptar ao grupo.

Sabemos que vocês podem opinar sobre o que gostaram e o que acham que pode ser melhorado. Contamos com vocês para essas observações e, quem sabe, alguns ajustes podem ser feitos ao longo do tempo.

Sem falar no principal, o preço do ingresso. Não se sabe até quando o torcedor vai aguentar, mas pelo que está circulando nas redes é por pouco tempo.

Para quem não conheceu outras áreas, estivemos na coletiva de apresentação do estádio.

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