Copa Sul-Americana 2017, Flamengo, Maracanã — 15/12/2017 at 22:43

Sul-Americana 2017: Flamengo 1 x 1 Independiente

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Emoção e tensão do início ao fim. Assim foi a final da Copa Sul-Americana no Maracanã. Uma noite de muitas emoções para o torcedor rubro-negro, principalmente por ser na data que foi: 13 de dezembro. Dia do aniversário de 36 anos do título Mundial. Contudo, uma partida que tinha bons motivos para ser especial, perdeu o seu brilho com as confusões por parte da torcida, antes e depois da bola rolar.

O resultado final marcou 1 x 1 no placar, não dando o título ao Flamengo. Porém, a maior derrota foi fora de campo devido a tudo que aconteceu. Até agora não entendemos ao certo o motivo (e pelo o que parece vamos demorar para entender).

A expectativa e o nervosismo antes do jogo eram grandes. O Flamengo queria o título para acalmar os ânimos e quebrar o jejum de 18 anos sem uma conquista internacional e a torcida para dar um alento ao seu coração rubro-negro.

Enquanto, 62.567 torcedores fizeram sua parte em apoiar o time, com cantoria e um mosaico escrito “Vencer”, outros invadiram os portões do Maracanã provocando um dos primeiros tumultos antes de jogo. Os sinalizadores e fogos que foram utilizados para recepcionar a chegada do ônibus do time, na verdade, era um sinal para o começo da invasão. Ali foi o ponto de partida para tantos outros problemas.

Pouso Surpresa 

Um torcedor rubro-negro pulou de paraquedas e desceu meio do campo. No começo, todos pensaram que fosse uma atração preparada pelo próprio Flamengo. Porém, mais tarde descobrirmos que o rapaz participava de um vídeo para um canal na internet. Foi levado pelo Juizado Esportivo Criminal (Jecrim) e multado. Apesar de tudo, quando pousou, o jovem levou a torcida a loucura.

Flamengo em Campo 

Com a bola nos pés não foi um show de futebol, mas dava para perceber que vontade não faltava aos jogadores. As chances surgiram e o gol saiu ainda no primeiro tempo com Lucas Paquetá para “explosão” da torcida. Só que ainda na etapa inicial, o Independiente teve um pênalti a seu favor e deixou tudo igual. O Flamengo teria que recomeçar do zero.

E foi sofrida a etapa final. A torcida empurrou como pôde, mas viu o time perder algumas boas chances e ainda sofreu com as chegadas ao ataque da equipe argentina. Em uma delas, quase um infarto coletivo no Maracanã. Juan salvou milagrosamente.

Mesmo nervosa e, às vezes, impaciente, a torcida não deixava de apoiar e cantar. No final, o empate em 1 a 1 deixou aquele sentimento natural de tristeza e de que podia ter sido diferente.

Mas, a vida segue. Ano que vem tem mais Copa Sul-Americana e uma nova chance. No total, 54.963 pagantes estiverem presentes e a renda foi de R$ 6.694.300,00.

Confusão Após o Jogo

Ao final do jogo, o que a gente temia aconteceu. Mais confusão. Enquanto de um lado tínhamos torcedores tentando voltar para casa em segurança, de outro tinha um grupo causando pânico no entorno do estádio.

Chegar ao metrô era inviável. Muitas bombas, correria, gás de pimenta e famílias acuadas na rampa da UERJ. Na rua São Francisco Xavier, mais tumulto. Torcedores confrontando com a polícia, outros tentando se proteger e quem estava de carro ou táxi/uber buscando uma rua para sair do caos.

Até para a imprensa não foi fácil o retorno para casa. Os jornalistas ficaram pelo menos uma hora dentro do estádio esperando acalmar a situação e também sofreram com os efeitos do gás de pimenta da polícia. Cerca de uma hora depois deixamos o estádio, atravessamos a Rua Eurico Rabelo até chegar em casa, sem problemas.

Por um momento a “poeira abaixou” e os torcedores puderam enfim deixar o Maracanã. Mas com a saída dos argentinos (que ainda estavam dentro do estádio comemorando com o time), os confrontos voltaram. Mais de mais de uma hora após o término da partida um grupo aguardava para reiniciar a confusão. Mais correria, policiamento afastando e corre corre. Lógico sem a proporção absurda do que tinha acontecido antes do jogo.

Assistimos tudo da janela, como no início do blog em 2004, tentando alertar sobre o problema. Uma prática que há tempos não fazíamos e não tínhamos menor vontade de retomar.

Para Pensar  

Muitas vezes, quando um time perde em campo, é analisado a conduta dos jogadores. Quem errou, quem acertou, e o que precisa ser melhorado, o que não deve mais acontecer. Em 2017, brigas no entorno e dentro dos estádios do Rio de Janeiro foram frequentes e o controle – que era bem melhor – se perdeu. Um reflexo da nossa cidade, da impunidade e de gestão.

Sabemos que há muitos “detalhes” mau explicados entre tudo o que aconteceu com o Flamengo. Porém, é importante ressaltar que a postura dos torcedores faz toda a diferença em situações como essa. É necessário, que a torcida tenha um “olhar técnico” para si. Há uma frase que diz: qual sua a responsabilidade na desordem da qual você se queixa?

Que essa reflexão não seja da boca pra fora, e que em 2018 possamos ter a tranquilidade de caminhar/trabalhar/assistir os jogos nos estádio novamente. #PazNoFutebol

*cobertura realizada também pela Tainá Oliveira, Cris Dissat e Celso Pupo – texto em conjunto da equipe. 

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